Faz 41.3°C na terça-feira em Kamenica nad Hronom, Eslováquia. A cidade croata de Split registrou uma temperatura recorde de 39,5°C no mesmo dia.
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A França não é o único país a bater recordes de calor em junho. Na terça-feira, 30 de junho, a Eslováquia registou um novo recorde de temperatura de 41,3°C, segundo os serviços meteorológicos, batendo o recorde de 41°C estabelecido no dia anterior. A temperatura atingiu 41,3°C em Kamenica nad Hronom, no sul do país, perto da fronteira com a Hungria, segundo o porta-voz do Instituto Hidrometeorológico Eslovaco, Ivan Garcar.
A Hungria registou um novo recorde de temperatura de 42°C no mesmo dia, segundo os serviços meteorológicos, batendo o recorde anterior de 41,9°C datado de 2007. A temperatura atingiu 42°C em Szécsény, no norte da Hungria, perto da fronteira com a Eslováquia, anunciou a HungaroMet. “Dados preliminares indicam que tanto o recorde nacional de temperatura quanto o recorde da capital foram quebrados”disse a meteorologista Anna Kuntar-Molnar, sublinhando que as temperaturas ainda podem subir. Em Budapeste, capital húngara, a temperatura chegou a 41°C, batendo o recorde de 40,7°C estabelecido em 2007 na capital.
Na Croácia, a cidade de Split registou na terça-feira uma temperatura recorde com 39,5°C, anunciou o serviço meteorológico croata à AFP, batendo o recorde anterior de 38,6°C registado em julho de 1950. Split, uma das cidades mais turísticas da Croácia, está sufocando como o resto do país sob a onda de calor que atinge os Balcãs. Com 39,5°C, este dia é o mais quente já registrado, mas permanece abaixo do recorde nacional de 42,8°C. Uma grande parte da Europa enfrenta uma onda de calor sem precedentes causada pelo aquecimento global associado às atividades humanas e à utilização de combustíveis fósseis (petróleo, gás, carvão).
Desde o século XIX, a temperatura média da Terra aumentou 1,3°C. Os cientistas estabeleceram com certeza que este aumento se deve às atividades humanas, que consomem combustíveis fósseis (carvão, petróleo e gás). Este aquecimento, sem precedentes na sua velocidade, ameaça o futuro das nossas sociedades e da biodiversidade. Mas existem soluções – energias renováveis, sobriedade, redução do consumo de carne. Descubra as nossas respostas às suas perguntas (Nova janela) sobre a crise climática.