Sérvia: Presidente Vučić renunciará dentro de algumas semanas e pede eleições antecipadas


O presidente sérvio, Aleksandar Vučić, anunciou no sábado, 27 de junho, que renunciaria nas próximas semanas e apelou à realização antecipada das eleições presidenciais e legislativas.

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“Só serei presidente por mais algumas semanas, depois renunciarei”ele disse aos apoiadores em um comício em Belgrado. Seu segundo e último mandato terminaria em meados de 2027.

Não especificou, no entanto, a data da sua demissão, nem quando poderão ser realizadas as próximas eleições, sejam para o Parlamento ou para a presidência.

Acrescentou que apoiaria o seu partido, o Partido Progressista, nas próximas eleições. “Conseguiremos uma vitória mais convincente do que nunca”ele disse, indicando que este foi certamente seu último discurso como presidente.

A tragédia de Novi Sad

Este anúncio surge depois de um ano e meio de protestos liderados por estudantesacionado por o colapso de uma cobertura de estação em Novi Sadno norte da Sérvia, que deixou dezasseis mortos.

Os manifestantes antigovernamentais atribuíram a queda de uma cobertura de concreto na estação ferroviária de Novi Sad à negligência, supostamente devido à corrupção em grandes projetos de infraestrutura pública.

Os estudantes, que querem o fim de um regime cada vez mais autocrático, pedem eleições antecipadas há vários meses.

Aleksandar Vučić reprimiu duramente os manifestantes e também enfrentou críticas da União Europeia relativamente ao retrocesso democrático da Sérvia, em particular a repressão dos meios de comunicação social. Centenas de pessoas foram presas e a polícia sérvia foi acusada de uso excessivo da força e de detenções arbitrárias.

Aquele que não pôde concorrer a um terceiro mandato já tinha sugerido no passado que poderia deixar o cargo, enquanto rumores sugeriam que tentaria recorrer ao cargo de primeiro-ministro deste país balcânico, oficialmente mais poderoso.

O anúncio de Aleksandar Vučić faz eco às suas recentes declarações sobre uma possível demissão, em meio a rumores de que poderia tentar voltar a ser primeiro-ministro, cargo que ocupou de 2014 a 2017.



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